quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Chega de felicidade


O jornal “Metro” Edição de Lisboa de ontem, trazia na sua página 9 um artigo que defendia, segundo vários especialistas americanos (admirava era se não fossem) que chega de felicidade porque a tristeza e a melancolia são sentimentos nobres e que “a tristeza é um ingrediente necessário para qualquer cultura que deseje inovar ou inventar” de acordo com Eric G. Wilson. Como prova, este professor lembra artistas de várias áreas como John Lennon, Van Gogh, Emily Dickinson, Charles M. Schulz ou Woody Allen conhecidos por serem uns eternos descontentes. Ainda para Wilson “só através da tristeza é possível experimentar totalmente a condição humana”.

Podem aceder à notícia completa aqui e clicarem na notícia para a aumentar.

Não há dúvida de que estes americanos são doidos! Foram eles que começaram com os livrinhos, worshops, conferências, associações, clubes, DVD’s, etc., de auto ajuda e de busca da felicidade e agora vêm dizer que andar triste é que é bom. Haja paciência.

Só mais uma nota, a jornalista que assinou este artigo chama-se Patrícia Lamúrias. Nem de propósito!


8 comentários:

S.L. disse...

Não há quem entenda os americanos. Eu pelo menos já desisti. Enfim, uma sociedade confusa, non sense completo. Sobre o nome da jornalista LOL foi escolhido a dedo, só pode LOL.

bjs

Anónimo disse...

Americanices ...
Com tudo o que esta palavra arrasta de negativo.

Beijo

tagarelante disse...

ora, a questão é simples... nenhum sentimento deve ser evitado nem forçado, que é o que os livros de auto-ajuda "ensinam" ou "sugerem". na pratica, o que devia ser feito, se é para ensinar ou sugerir alguma coisa, é como lidar com eles os sentimentos, de maneira não destrutiva, que é diferente de maneira positiva.

quem percebia disto era mesmo o nandinho.. "sentir tudo de todas as maneiras" e já está.

digo eu, vá.

Estrelaminha disse...

pois, pois...eles irradiam felicidade com o Presidente que têm, em constante sobressalto com os atentados.
Essa senhora quer dar jus ao nome que tem.

Helena disse...

Seja como for ... acho que um equilibrio é o ideal. Mas essa é a minha opinião. Ser feliz durante muito tempo começa a ser stressante!!
Mas nós nunca somos felizes durante muito tempo, e em contrapartida, a verdade é de que também não somos tristes durante muito tempo.

Bjinhos

Anónimo disse...

Ser triste!...
Ser feliz!...
... e porque não, apenas Ser?!...
Não faço ideia de como e/ou quanto isso ocupa (ou pré-ocupa) as cabeças pensantes americanas ou de outras nacionalidades.
Eu, que ainda gatinho na existência ( e tropeço e espalho-me constantemente...) ainda estou neste patamar: apenas gostaria de Ser!...
Como dizia o Pessoa: "sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim..."
Neste caminho, a tristeza e a felicidade misturam-se tantas vezes que é dificil definir onde começa uma e acaba outra!... Acho que é por isso que me detenho na pretensão de querer Ser... apenas Ser!...

nnannarella disse...

Tolices, querida Duca, é bem verdade.
A não ser que dizer que “o que é bom é estar triste” seja para incentivar os aleatórios raids assassinos de gente melancólico-homi-suicida nas escolas e nos campus universitários americanos …
Há cinco vezes cinquenta biliões de anos que se sabe que a melancolia (e seus derivados) provocam obras de arte de vário cariz, até de pensamento, pois induzem-nos à reflexão. Porém, ainda ninguém provou que a alegria não fizesse o mesmo.
Se queres que te diga, cada vez mais me irritam essas “descobertas” pseudo-científicas. Bem que podiam gastar tempo e dinheiro em encontrar curas para verdadeiros males, como o cancro e a sida.
Ora, vem é ouvir a Joker, futura compincha da tertúlia que está-para-vir, pois quem canta seus males espanta!:)
Beijos bem alegres.

nnannarella disse...

Colhe
todo o oiro do dia
na haste mais alta
da melancolia.


Eugénio de Andrade

beijos:)