quarta-feira, setembro 30, 2009

Impeachment?


Sobre a questão das escutas ao Presidente da República que têm enchido os jornais portugueses nos últimos tempos e, a propósito da declaração de ontem ao País por parte daquele sobre o assunto, só posso dizer que não queria estar na pele do PR!

Ser Presidente da República é muito complicado e, mais complicado deve ser, quando o mesmo é filiado - tendo até sido primeiro ministro em duas ocasiões com igual número de maiorias absolutas - no partido que é o segundo mais votado o que faz com que seja o principal partido adversário do partido do Governo.

Eu, sinceramente andava a estranhar que ainda não tivesse existido um "caldinho" entre o PR e o partido do Governo, mas pelos vistos ele já andava a ser cozinhado há um tempo.

Mas eu explico porque razão eu não gostaria de estar na pele do PR.

Se o PR tivesse falado há uns meses atrás, seria acusado de ser um elemento desestabilizador que não permitia que a maioria absoluta PS governasse a seu belo prazer. Se o PR tivesse falado durante esta campanha eleitoral, seria acusado de estar a ultrapassar as suas funções apoiando o seu partido, o PSD. Como falou agora, é criticado por toda a gente porque deveria ter falado antes!

Agora, há um tremendo imbróglio porque as relações entre o PR e o partido do próximo Governo - que vai ter como primeiro ministro, novamente, José Sócrates - azedaram mesmo.

Não estará à vista um impecheament? Só que, normalmente, este parte do Parlamento nos sistemas parlamentaristas e do Congresso nos sistemas presidencialistas. E, já agora, contra quem?

Como Portugal é um país sui generis, talvez a coisa não dê muito mais burburinho do que o que está a dar. Será? Ou será que desta vez talvez se estejam a aproximar tempos mesmo muito complicados para o País?

segunda-feira, setembro 28, 2009

Eleições - Saindo da Matrix II


Ontem, depois de se conhecerem os resultados destas eleições, mais uma vez, muitos daqueles e daquelas que votaram pelo partido que ganhou – não com uma vitória extraordinária que só existiu na cabeça de Sócrates depois de ter perdido a maioria absoluta – vieram para a rua com bandeirinhas do partido, palavras de ordem e olhos postos no líder.
Eu, sentada no meu sofá namorando a minha amada através da net – depois de me ter deslocado uns bons quilómetros “para exercer o meu direito de voto” (uma frase que tem tanto de bonita como de banal) através de um nulo – vou olhando para a televisão observando aqueles olhares e sorrisos de alegria aparvalhada, os braços no ar, o agito das bandeirinhas e não consigo deixar de pensar na facilidade com que se manipula o povo que, como animais amestrados, seguem o líder na esperança de terem uma vida melhor, sem se aperceberam que se não fizerem por si, ninguém o fará!
O sentimento que me assola o coração não é um sentimento egóico do tipo “a esperta sou eu porque já não alinho em sistemas políticos e menos ainda em lideranças”. É um sentimento de profunda pena e compaixão. Pena, porque, tal como há milhares de anos, o povo continua a ser desrespeitado e manipulado pela classe que detém o poder. Compaixão, porque, apesar disso, o povo continua a acreditar que a solução dos seus problemas está num sistema, governo ou líder.
Acreditam que as soluções vêm de fora. Rejeitam olhar para dentro de si e, aí, encontrar as habilidades que lhes são inerentes de modo a descobrirem as soluções. Rejeitam a soberania e a responsabilização individuais mas aceitam cegamente a soberania do Estado, do Governo, do Líder para os responsabilizar caso vejam defraudadas as suas expectativas.
Continuam sem perceber que desde que nasceram foram programados para se anular e subestimar as suas potencialidades e habilidades a ponto de terem uma tal baixa estima que não conseguem ver outra saída senão a busca das soluções para os problemas que surgem, num sistema e/ou líder.
Depois é vê-los seguindo, uma vida inteira, uma determinada solução – que não é a sua e sim a que adoptaram dos seus progenitores, familiares e/ou educadores – sem se atreverem a criticá-la porque convencidos que defendem a melhor de todas. Aliás, vivem tão convencidos de serem os mais espertos que acham que os que defendem outros sistemas e/ou líderes são uma cambada de burros!
Quanta arrogância, quanta cegueira, quanta surdez!
A mim, resta-me o sentimento de compaixão mas também o da alegria. A alegria da certeza de que um dia todos e todas perceberão quem verdadeiramente são, a dimensão e magnificência do seu poder individual e de como exercê-lo.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Voto Nulo - Saindo da Matrix


Já não aguento a campanha eleitoral!
A demagogia do PS, do PSD, do BE, do PCP e do CDS – dos restantes praticamente não há notícia – mete-me tanto nojo que já nem consigo ter a televisão ligada!
A verborreia, as operações de cosmética e os ataques são tantos e de tal baixeza que me pergunto como essa gente não tem um pouco de vergonha!
No próximo dia 27 de Setembro vou mais uma vez votar nulo como, aliás, tenho feito nos últimos anos.
Não, não vou utilizar o boletim de voto para insultos ou para fazer bonecos, vou apenas colocar um X tal como o que está na imagem.
A cada dia que passa mais me aproximo do “Hay govierno, soy contra!” que é o mesmo que dizer que estou mais e mais perto disto.
De facto como posso aceitar, de acordo com Joseph Proudhon "(...) ser zelado, inspecionado, doutrinado, aconselhado, controlado, assediado, pesado, censurado e ordenado por homens que não têm direito, nem conhecimento ou valor para tanto. (...)"?
Então, perguntar-me-ão, porque me dou ao trabalho de mexer o traseiro para ir votar no dia 27 de Setembro, ainda por cima nulo? Eu respondo:
1- Sendo cada vez mais contra qualquer espécie de governo, só me dou ao trabalho de ir às urnas votar por respeito e consideração por todos aqueles e aquelas que lutaram e morreram – numa época em que todos acreditavam que precisávamos de Governo – por esse direito.
2- O voto é nulo pelos motivos já referidos e não é em branco por pura desconfiança relativamente a tudo o que rodeia as eleições.
Pelos vistos, há já uns bons anos que venho saindo da matrix, mesmo que antes não tivesse essa consciência – pelo menos nesta terceira dimensão diga-se –.

quarta-feira, setembro 09, 2009

09.09.09 ...


... fase final da mudança e do processo de reestruturação do velho para o novo.
Sem dúvida que este é um momento maravilhoso. Gratidão!





Não deixam a miúda em paz!


A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) submeteu a sul-africana Caster Semenya a testes para comprovar a sua feminilidade. Tudo isto porque ela terminou a prova de 800 m, nos últimos campeonatos do mundo, com uma vantagem de dois segundos sobre a segunda classificada, a queniana Janeth Jepkosqei Busienei, e foi quatro segundos mais rápida do que a melhor marca do ano.

Por este raciocínio, concluo que o jamaicano Usain Bolt que no mesmo campeonato do mundo fez nos 100m o tempo de 9,58s, nos 200m 19,19s e nos 4x100m é decisivo para a vitória do seu país, é um Alien!

Mas não é assim, pois não? Estas questões só se colocam quando se passam com mulheres! Aceitam-se no desporto super-homens mas não super-mulheres!

Os senhores da IAAF estão com medo de quê? De que um dia as mulheres possam vir a ter, nas várias áreas do desporto, tempos tão bons – ou, quiçá, melhores – que os dos homens?

É isso, não é? Seus medricas!

sexta-feira, julho 24, 2009

Luto por Duse



Conheci Duse Naccarati em Junho do ano passado quando estive pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Conhecia-a através da minha amada Andarilha Estelar que está inconsolável, pois Duse Naccarati foi, como ela diz no post que lhe dedica a "Minha amiga. Minha primeira mulher. Meu primeiro amor. Aquela que me ensinou a amar desavergonhadamente. Me ensinou a expressar o amor de maneira simples, sincera e sem reservas."

Estou triste, muito triste porque pessoas como Duse são muito raras, escassas mesmo. Triste porque gostei dela mal a vi e fui gostando mais e mais e agora ela partiu. Triste porque assisto ao tremendo desgosto da minha amada que perdeu a sua maior amiga de há 40 anos. Triste porque gostaria de a ter visto nos palcos onde ela estava como peixe na água e já não vai ser possível!

Duse era uma mulher delicada, vibrante, cultíssima, muito sábia, amorosa, imensamente generosa, fina e de uma classe absoluta! Uma mulher que ria, ria de si própria e da vida. Uma mulher com um M maiúsculo e uma atriz de incomparável talento.

Gratidão Duse por me teres recebido em tua casa como só uma grande rainha o sabe fazer e, pelo facto de teres ensinado a nossa amada Guru a amar da forma maravilhosa como ela ama.

Agora, peço-te um favor, vira do avesso esse pessoal aí em cima como só tu sabes, tá?

terça-feira, julho 21, 2009

MFY (Movimento Fuck You)

A propósito da questão polémica sobre a proibição de os homossexuais masculinos, vulgo gays, não poderem dar sangue, com a desculpa de que são um grupo com comportamentos sexuais de risco, como se nenhum heterossexual o tivesse, pois até parece que não há heterossexuais que recorrem às profissionais do sexo sem protecção e a quem, inclusive, pagam mais para poderem ter sexo sem “o raio da camisinha”, ou que não há heterossexuais que adoram fazer swing, entre outras coisas, venho falar-vos do MFY (Movimento Fuck You).
É que, numa sociedade que se diz democrática, é socialmente e politicamente incorrecto ser-se homofóbico, mesmo quando se é. Então, arranjam-se as desculpas mais idiotas para sustentar a homofobia, como esta pérola do Ministério da Saúde Português que vem dizer, generalizando, que os gays têm comportamentos sexuais de risco e que, não, não é por homofobia, é só para proteger o cidadão comum (heterossexual e, portanto, acima de qualquer suspeita) dessa canalha que se comporta sexualmente de forma imprudente e irresponsável.
Então, a minha pergunta é a seguinte: onde pára a tecnologia de ponta que permite averiguar sobre a qualidade do sangue dos dadores?
Portanto, pelo sim e pelo não, vou fazer como as Testemunhas de Jeová, ou seja, não vou aceitar transfusões de sangue em Portugal, mesmo que precise, pois o sangue que por aí circula deve ser todo um cocó.
Em resposta aos homofóbicos deste país que, tendo em conta o inquérito efectuado sobre se concordavam com a medida do Ministério da Saúde, são cerca de 50% a dizer sim aqui vai este

Fuch you very much



Com vídeo de Steviebeebishop e música de Lily Allen, que se espalhou pelo mundo virtual como uma forma bem-humorada de protesto contra a homofobia.
Vários países fizeram as suas versões como a dos brasileiros e os franceses, entre outros. Talvez uma versão portuguesa viesse a calhar, não acham? E depois mandar o link para Ministério da Saúde.

quarta-feira, julho 15, 2009

Desconformidade


PSP - Polícia de Segurança Pública



ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica


Há coisas que não percebo por mais que me esforce!

quinta-feira, junho 25, 2009

Eu sabia ...

... que mais tarde ou mais cedo o melhor blog lésbico, na minha humilde opinião, acabaria e os seus fantásticos textos e imagens deixariam de estar disponíveis.

À BF, sua administradora e autora, uma mulher de grande coragem, inteligência e cultura, deixo a minha enorme gratidão. Na verdade, muito aprendi e me deliciei com o Uva Na Vulva.

Mas, há uma razão para que a minha gratidão à BF seja, de facto, enorme! É que foi através do Uva Na Vulva que o amor da minha vida chegou ao meu blog.

Bem hajas BF!


Foto retirada daqui

terça-feira, junho 09, 2009

Movimento Pela Igualdade




O movimento pela gualdade é justo, actual, não prejudica ninguém e beneficia muitos. Portanto, vamos todos subscrever aqui.

domingo, maio 31, 2009

Um ano ...


Foto: Tu, eu e um incrível pôr do sol do alto do pão de açucar na nossa cidade. Autoria: Um simpático turista.



... que é como uma vida inteira bem vivida!

Nesta minha vida há uma linha que separa dois momentos:
a) Antes de ti.
b) Depois de ti.

No antes tive momentos de felicidade até aos 18 anos. A seguir, vegetei ...
Depois de te ter conhecido passei a viver de forma intensa, maravilhosa, louca e prazeirosa.

Sem ti, a minha vida é um deserto. Contigo, é o Rio de Janeiro: o mais belo jardim orlado pelo mais belo oceano.

Amando-te ...

sexta-feira, maio 08, 2009

Gay feminino?!

Nesta notícia o jornalista diz que num episódio da Força-Tarefa, uma série da brasileira TV Globo, foi exibido “o primeiro beijo gay feminino” que podem ver a seguir:



Ora, como tiveram oportunidade de ver, esse é o verdadeiro beijo lésbico: intenso, longo e muito sensual, daqueles que mexem – seja de que forma for – com o universo erótico de uma boa parte da população!
Claro que eu digo beijo lésbico e não beijo gay feminino. É que eu não sei o que é isso de gay feminino! Será um homossexual americano efeminado?
Existe cada vez mais essa tendência de se fugir à utilização da palavra lésbica! Como o autor do texto, muita gente prefere utilizar um termo completamente idiota e americanizado.
Porque se chamam gays também às mulheres lésbicas? Será para reduzir, mais uma vez, as mulheres homossexuais/lésbicas aos grupos de interesse dos homossexuais do género masculino, a que não são alheios jogos políticos, tornando-as, assim, invisíveis e sem expressão, o que não deixa de ser bem o espelho da sociedade patriarcal em que ainda vivemos?
Os homossexuais do género masculino têm todo o direito de se chamarem a si próprios “alegres” mas eu não gosto e, como eu, muitas lésbicas!
Por vezes, dá-se a desculpa de que a palavra lésbica é muito agressiva ou tem uma conotação muito negativa. Ora, as palavras têm conotações negativas a partir do momento em que deixamos de as utilizar por questões que têm a ver com a moral estabelecida. Mas é muito melhor meter as mulheres homossexuais no saco dos “alegres” para elas ficarem caladinhas a trabalhar que nem mulas na sombra da liderança dos seus congéneres masculinos para, no fim, ficarem estes com os louros e mordomias!
Que coisa mais machista e, porque não dizer, homofóbica! Acreditem que muitos gays são profundamente machistas. Eu conheci alguns!
Mas, voltando ao tema inicial do beijo, considerar essa coisa aí um beijo lésbico, só mesmo com muita boa vontade!
Se aqui em Portugal ainda temos um longo caminho a percorrer no que aos direitos da comunidade LGBT diz respeito, no Brasil há uma eternidade. É que com os evengélicos – no Brasil eles são mais c’as mães, dá-se um pontapé numa pedra e salta um evangélico – a quererem que o Brasil vire uma teocracia e a não permitirem, sequer, que o projecto de criminalização da homofobia saia da gaveta e, ainda, com a poderosa TV Globo que se limita a fazer campanha contra o Lula, a denegrir sempre que pode a imagem da cidade do Rio de Janeiro – como se isso fosse possível! – e a servir os interesses de quem mais lhe paga, a coisa não avança mesmo!
Enfim, é muita pobreza de espírito!

terça-feira, abril 28, 2009

A política do medo



Andamos cheios de medo, para não dizer aterrorizados!
É a forma como melhor nos manipulam e controlam.
A política do medo é sobejamente conhecida, já que sabemos como é fácil lidar, manipular, controlar e limitar indivíduos amedrontados.
No entanto, apesar de a maioria de nós sabermos isso, continuamos a deixar-nos impressionar pelas notícias que pululam com o intuito de nos manter mortos de medo.
Ele é a crise mundial, que ocupa parangonas em tudo quanto é midia ou media (como quiserem) e nos enche os ouvidos e os olhos de forma constante e precisa, mais parecendo a tortura do pingo de água a cair no cocuruto da cabeça – gostava de saber se há alguém, que ainda esteja vivo, que me saiba dizer quando é que Portugal não esteve em crise! – São os terramotos, tsunamis e tempestades de todos os géneros com centenas de mortos. São os ataques terroristas, os mais variados acidentes, etc. que deixam um sem número de gente morta e estropiada. E agora, depois das vacas loucas, da gripe das aves e do dengue, é a vez da gripe suína!
Todo e qualquer acontecimento (mesmo que se passe lá para os antípodas) que seja de cariz mais ou menos tenebroso e que nos possa deitar abaixo, é notícia e os midia ou media (como quiserem) propagam-na de forma desmesurada e bastante aterradora, já que são pagos para isso. Estes faits divers, aliados à atracção mórbida que a maioria de nós tem por tudo quanto é desgraça, fazem o caldinho perfeito.
Defendo que as notícias devem ser todas veiculadas mas, caramba, há formas mais leves de se dar uma notícia, mesmo que seja má! E, também, não é preciso que se esteja sempre a falar da mesma coisa, dias a fio, inventado novas evoluções para a mesma notícia.
Sinceramente, acho que os midia ou media (como quiserem) e os seus patrões – os tais senhores do poder – devem ficar a esfregar as mãos de contentes dando aquelas risadinhas ihihihihih enquanto salivam saboreando a maldade e a vitória de verem o povo cheio de medo, triste, stressado, derrotado e, portanto, presa de muito fácil manipulação seja para o que for ou para o que lhes interessa!
O povo não pode andar feliz e leve! Esta gente só se sente bem quando o vê bem para baixo e doente da alma, quando não doente fisicamente!
E depois, ainda têm o descaramento de vir dizer que são só notícias destas que vendem! Que grande tanga da parte daqueles que sabem como ninguém manipular os gostos das pessoas.
A verdade é que é muito mais fácil controlar gente com medo do que gente sem medo!
Ao contrário do que muitos de nós possam pensar, estes acontecimentos mais ou menos tenebrosos sempre existiram, só que não nos chegavam com a facilidade com que nos chegam hoje, o que não deixava de ser uma bênção!

terça-feira, abril 14, 2009

Por qué non te callas? (2)


Nunca me incomodei com comentários anónimos recebidos ao longo da vida deste blog. Reservo-me o direito de os apagar quando os considero ofensivos.

Devo dizer que não considero que alguém que utilize, na Internet, o anonimato ou nicks, acompanhados pela criação de vários perfis, seja cobarde.

A protecção da identidade urge perante a perigosidade de muita gente que navega na Internet. Assim, usar vários nicks, perfis ou o anonimato não tem, em minha opinião, nada de cobarde.

No entanto, comentários anónimos em catadupa provenientes da mesma origem, sem que eu conheça a identidade da pessoa que comenta e que mais não são do que ataques pessoais, isso é cobarde e esquizofrénico e só vem reforçar as razões porque defendo a necessidade de protegermos a nossa identidade.

Enfim, há gente que nada tem que fazer e cuja vidinha é tão vazia que o seu único divertimento é chatear os outros, cobardemente, diga-se.

Por isso, este blog passou a moderar comentários e vai continuar, porque há um(a) anónimo(a) que não sabe quando deve parar, calando-se, e para quem, pelos vistos, a minha vida é muito interessante.

E não é que é mesmo?

quarta-feira, abril 08, 2009

Por qué non te callas?



"As nossas tradições e a nossa religião admitem a poligamia" disse o presidente da Tchetchénia Ramzan Kadirov. Só que a poligamia é apenas admitida a homens.

Surpreendida? Claro que não! Surpreendida ficaria se a poligamia fosse admitida também para as mulheres, mas não deixo de ficar chateada com o argumento do gajo para justificar a sua defesa da poligamia.

É que, como naquela república caucasiana há mais mulheres que homens, as mulheres jovens ou divorciadas podem ser mortas por um familiar se levarem uma vida desregrada e, portanto, "mais vale ser uma segunda esposa do que ser assassinada!"

Ou seja, condenar o energúmeno que assassina a irmã, filha, esposa, mãe, etc. não interessa nada, interessa é que as mulheres solteiras, viúvas ou divorciadas não se importem de serem as segundas, terceiras, quartas esposas de um gajo, que também pode ser outro energúmeno nojento e barbudo, cruzes canhoto!

Quando é que estes gajos deixam de odiar mulheres? Sim, só por ódio se sujeitam as mulheres a ouvirem bojardas destas e, quantas vezes, a viverem de acordo com elas, isto para não falar na tal lei da Sharia que tem feito e faz verdadeiras barbaridades contra as mulheres, desde a humilhação ao assassinato.

E cá por estas bandas onde continuam a respirar anormais que se acham no direito de espancar, violar e matar as mulheres, namoradas, filhas, etc.?

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Na mudança com uma jovem de 62 anos (click para acesso ao site)


Nascimento do Homem Novo (Salvador Dali)


Estive quase 2 meses sem escrever. Começo a questionar-me se continua a fazer sentido manter este espaço. Enfim, “pensarei nisso amanhã” como dizia a heroína Scarlett O’Hara.

A razão da minha ausência é única e simplesmente porque tenho vivido a uma velocidade que me deixa zonza. A vida está a passar por mim de forma voraz!

Não, não me estou a queixar. Bem pelo contrário, não tenho tempo sequer para me entediar! Durante quase toda a minha vida, vivi de forma programada, certinha e com a idéia errônea de que de algum modo a controlava e garantia o meu futuro!

Resultado?

Não vivi. Apenas vegetei e, ainda por cima, não controlei porra nenhuma! Vivi iludida, agarrada a uma vida medíocre e completamente controlada por um sistema que me matou a criatividade, individualidade e soberania e, ainda por cima, me convenceu que sem ele não sou nada e não sobrevivo!

É puro engano!!!

Esse sistema está a cair aos pedaços de podre, Deo Gracias! As máscaras tombam de forma inexorável e, ainda agora a procissão vai no adro!

Foi aos 52 anos me dei conta de tudo isto. Nada mal! Há quem chegue ao fim da vida sem essa noção, mesmo quando a evidência lhe é chapada de forma clara!

Eu posso ter tendência para o conservadorismo, esperando pela morte da bezerra que é o mesmo que dizer, por melhores dias, mas quando me são chapadas na tromba as old ways, with no return or any joy eu dou uma volta de 180°. Demoro, mas mudo!

E quem me chapou a evidência a ponto de eu me decidir por uma mudança radical?

Eu conto-vos.

Há cerca de um ano, conheci uma jovem que hoje, terça-feira de carnaval, faz 62 anos. Essa jovem mostrou-me algumas coisas e relembrou-me outras que eu havia esquecido. Sim, acredito que ninguém nos ensina nada, apenas nos ajuda a relembrar.

E não é que me apaixonei por essa jovem e ela por mim? E não é que nos casamos? E não é que me decidi a mandar tudo para as urtigas e vir embora para o país dela? Pois então!

Querem saber uma coisa? Foi quando decidi cortar com todo o sistema de crenças que me engoliu a vida ao longo de grande parte desta minha existência - e que me criou os medos de ser incompetente e indigna, causando-me insegurança - que me tornei verdadeiramente feliz.

Eu só precisava de um empurrãozinho.

Obrigada meu amor por mo teres dado. Feliz aniversário!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Reveillon em Copacabana


Fogo de artifício em Copacabana Reveillon 2008 para 2009

Passei esta virada de ano na praia de Copacabana. Um luxo é o mínimo que posso dizer.

No passado dia 20 de Dezembro, em Lisboa, eu e o meu irmão metemo-nos num avião em direcção à cidade maravilhosa. O motivo? Passar a quadra natalícia, reveillon, carnaval e mais algumas festas que se aproximam junto da nossa nova família que é a da minha amada Andarilha Estelar.

Só voltarei a Portugal lá para meados de Março, sem o meu irmão. O sortudo fica por cá. Eu, terei de voltar para resolver alguns assuntos que me permitam vir de vez para junto de quem o meu coração bate.

Pelas 19h00, do passado dia 31 de Dezembro que é também o aniversário do meu irmão, quando chegámos à praia de Copacabana, um mar de gente trajando de branco recebia-nos com sorrisos, festejos e com aquele açúcar carioca que nem uma chuvada consegue derreter. Fomos para a areia em direcção à zona vedada da "Barraca da Fau" em frente do Hotel Copacabana Palace e a azáfama era muita para que tudo ficasse perfeito. E ficou!

Os transatlânticos iluminados, as balsas, os fogos de artifício, os edifícios que percorrem toda a orla marítima da lindíssima Avenida Atlântica iluminados e em festa, a música, os dois milhões de alminhas com permanente e aberto sorriso estampado no rosto, dançando aos beijos e abraços, a família, as novas amigas e o meu amor junto de mim, fizeram deste o melhor reveillon da minha vida.

Na passagem de ano de 2007 para 2008, apesar de estar junto de queridíssimas amigas, daquelas que estão sempre presentes quando mais precisamos, estava muito triste e de coração vazio e recordo-me de ter expressado como meu grande desejo para o reveillon seguinte encontrar um novo e grande amor e entrar em 2009 dando-lhe um apaixonadíssimo beijo.

Cumpriu-se. Gratidão!

Feliz 200(inove) a tod@s!



Fogo de artifício em Copacabana Reveillon 2008 para 2009

terça-feira, dezembro 23, 2008

Feliz Natal a todas e todos que por aqui passam!



Gratidão por um tempo tão maravilhoso e transformador!

Música: Um Feliz Natal

Cantam: Ivan Lins e José Feliciano

Vídeo: Carioca Praieira

sábado, dezembro 13, 2008

Branco

Óbidos. Foto de Andarilha Estelar




Branco


Branco imortal


Branco intemporal


Branco de Casablanca


Branco Lisboa, reluzente


Branco no casario algarvio


Branco luminoso e translúcido


Branco sintetizador de todas cores


Branco Natal retido em flocos de neve


Branco luz de onde brotam águas cristalinas


Branco que cobre a natureza de inusitada pureza


Branco da pomba da paz e da derradeira esperança





Um Natal doce e um Ano Feliz são os meus votos a todos vós.



quinta-feira, novembro 06, 2008

Can He or Can We?




Estou espantada com as reacções pueris, atrevo-me a dizer, que vou lendo na net sobre a vitória de Obama.

“O Mundo mudou!”, “Yes, He can!”, “O mundo voltou a apaixonar-se pelos USA!” e outras baboseiras que me deixam perplexa. Ó santa ingeniudade! Ou será ignorância?

Até parece que Obama é um messias que nos vai salvar a todos da guerra, da injustiça social, do desemprego, da crise, da fome, do preconceito, da discriminação, dos agiotas da alta finança que nos comem até o tutano, etc.

Mas está tudo doido? Será que nunca mais percebemos que a mudança começa dentro de cada um de nós para só depois ser reflectida no colectivo? Nunca mais deixamos de olhar para o exterior à espera que outros solucionem os nossos problemas? Nunca mais nos consciencializamos que somos responsáveis por nós próprios? Quando vamos deixar a cómoda postura de aplaudirmos “o salvador” para logo de seguida lhe apontarmos o dedo responsabilizando-o por tudo o que de negativo nos acontece? Quando vamos deixar de ser os “idiotas” que batem palminhas, agitam bandeirinhas, embasbacam de admiração e ficam com a lagrimita ao canto do olho quando o “nosso” partido ou o gajo que vemos como o "nosso" salvador ganham para, passada a euforia e perante a realidade da coisa continuar a dar merda, desatarmos a vociferar de goelas bem abertas e gestos de raiva?

Ok, eu percebo que pelo menos durante uns dias vivemos na ilusão de uma abundância que há-de vir – porque de uma maneira ou de outra foi prometida – e a coisa é agradável e até nos permite extravasar as nossas frustrações e fazer-nos poupar em xanax e prozac. Mas, a verdade, é que é desta forma que “eles” nos vão mantendo anestesiados. Será que não percebemos?
Enfim, entre a parelha McCain/Palin e o Obama antes o último mas, caramba, o homem não vai fazer milagres até porque já está, com toda a certeza, refém dos interesses dominantes vs capital e não só. Tenhamos juízo e deixemo-nos de entusiasmos bacocos!