sexta-feira, setembro 29, 2006

Lesboa Party


Está difícil ter pachorra para escrever no meu blog. Também sei que se engreno nunca mais me "calo". Mas hoje estou aqui porque não posso deixar de registar, para futura recordação, um evento muito importante. Esse evento é a Lesboa Party, a maior festa dirigida à comunidade GLBT (Gays, Lésbicas, Bisexuais e Transgenders) com vista para o tejo e vai acontecer amanhã dia 30/09 a partir das 23h30 na Gare Marítima de Alcântara (ao lado do Buddha Lisboa, antigo Salsa Latina). O preço de entrada é €10. Ainda vão a tempo! Em http://lesboa.blogspot.com/ encontram mais informação. Divirtam-se!

segunda-feira, agosto 07, 2006

Um imenso manicómio!




Há uma canção do Gary Jules, excelente por sinal, cujo título define bem o mundo em que vivemos, “Mad World”.

Dia após dia, as desavenças entre as pessoas com responsabilidade para decidir sobre os destinos dos respectivos países, a ambição desmedida, a ânsia pelo poder, os interesses e a ignorância de que padecem, colocam povos uns contra os outros, fomentando guerras sob a égide de ninharias. Por vezes, pergunto-me se algum dia haverá lugar para nos debruçarmos sobre aquilo que verdadeiramente importa, a Humanidade. Esta enorme loucura colectiva contribui para que cada vez mais o mundo se pareça com um imenso manicómio.

Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891) a mãe da Teosofia moderna, dizia que não havia maior mal para a Humanidade que a ignorância.

No entanto, Blavatsky não se referia à ignorância académica e científica. Ela tanto se referia ao materialismo científico e consequente cepticismo, como à fé cega causadora do obscurantismo. Ignorante, pode ser alguém com vários doutoramentos académicos, mas que ao nível da Sabedoria Eterna é um zero. Blavatsky afirmava que havia uma ciência antiquíssima das mais profundas leis da vida, estudada e preservada por aqueles que podiam usá-la com segurança e no sentido do bem. Perseguida com calúnias por desafiar os dogmas religiosos e a ignorância materialista, Blavatsky é actualmente vista por alguns sectores da sociedade como a grande percursora da nova era e ainda bem. Se alguns governantes lessem e reflectissem sobre o que ela transmitiu, talvez fossem menos ignorantes e percebessem o que é verdadeiramente importante.

Hoje, mais do que nunca, fala-se de paz, de solidariedade e igualdade de oportunidades e, no entanto, nunca se viu tanta guerra, egoísmo e desigualdade. Por vezes, penso que alguns políticos discursam sobre esses valores apenas para ficarem bem na fotografia, sem sequer se debruçarem sobre o seu verdadeiro significado. Por mais títulos académicos que possuam, por mais mordomias e honrarias que tenham, são uns ignorantes. Como pode esta gente dormir descansada? Eu não tenho nenhum cargo político e horrorizo-me com as imagens de um Médio Oriente devastado pelo ódio, com uma população civil agonizante e sem futuro e, garanto, que saber que existem tantos irmãos e irmãs a viver e a morrer naquele inferno tira-me o sono.

Esta sociedade patriarcal norteada pelos valores da competição selvagem, da supremacia do mais forte, da violência ao invés da convivência, do predomínio da razão sobre a emoção levou-nos ao completo descalabro em que vivemos. Tem-nos faltado os valores ligados à Deusa: a paz, a convivência na diversidade, a cultura, as artes, o respeito por outras formas de vida do planeta, etc.

Ambos, Deus e Deusa são as expressões da polaridade que permitiu que o Grande Espírito, o UNO, se manifestasse no universo. Essa polaridade não foi respeitada e, o que tem prevalecido é o princípio masculino causador de um terrível desequilíbrio com as nefastas consequências a que todos assistimos.

Aceitar e respeitar a Deusa como polaridade complementar do Deus nada tem de feminista é, apenas, o primeiro passo para a cura de nossa fragmentação dualística interior que terá reflexos positivos na forma de governar o nosso mundo onde os valores da paz, da solidariedade e da igualdade de oportunidades para todos, não sejam só palavras bonitas que ficam bem num discurso político.

domingo, agosto 06, 2006

Multiplicidade



Multiplicidade de pensamentos, sentires, palavras e imagens.